Déficit da previdência militar é 18 vezes maior que o do INSS

Os sistemas previdenciários no Brasil, tanto público quanto privado, enfrentam um grande déficit, com o governo precisando cobrir a diferença entre as contribuições e os custos dos benefícios. O custo por beneficiário do regime de previdência dos militares é 18,6 vezes maior do que o do INSS, que abrange os trabalhadores do setor privado, e o dobro do gasto com os servidores civis federais.

Em 2024, o déficit da previdência das Forças Armadas foi de R$ 50,88 bilhões, com cada beneficiário custando R$ 162.481. Já o déficit do INSS foi de R$ 297,39 bilhões, com custo de R$ 8.702 por beneficiário. O regime dos servidores civis da União teve um déficit de R$ 55,68 bilhões.

O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou sobre a necessidade de ajustes no sistema previdenciário militar, e o governo propôs mudanças para economizar R$ 2 bilhões anuais. Entre as propostas estão a fixação de idade mínima de 55 anos para transferência à reserva, mudanças na pensão e a eliminação da “morte ficta”, que garante pensão integral às famílias de militares presos.

No entanto, especialistas acreditam que as mudanças são pequenas e não resolverão o problema estrutural.

O déficit das Forças Armadas é elevado, mas não conta com a contribuição patronal, como ocorre no setor privado. Economistas como Paulo Tafner defendem que há muito a ser feito para controlar os gastos, incluindo a revisão das pensões integrais e acumulação de pensões por militares.

 

Previdência Social