CPNU 2: ministra da Gestão detalha inovações e ações afirmativas

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, participou nesta terça-feira (8) do programa “Bom Dia, Ministra”, da EBC, para apresentar as novidades da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2), coordenado pelo MGI em parceria com a Enap.

Entre os destaques está a política de equidade de gênero: na segunda etapa, será garantida a paridade entre homens e mulheres classificados: “Se as mulheres não forem, no mínimo, metade das pessoas que passam para a segunda fase, então a gente vai chamar mulheres para estarem na mesma quantidade que homens”, disse Dweck.

A ministra também comentou o sorteio realizado para garantir a aplicação da política de cotas em cargos com apenas uma vaga, especialmente nas áreas médica e acadêmica. A medida visa ampliar o alcance das ações afirmativas estabelecidas pela recém-sancionada Lei de Cotas.

Houve ainda aprimoramentos no processo de confirmação da autodeclaração racial; agora, basta apenas que uma das bancas valide a autodeclaração para que o candidato seja aceito como cotista. Dweck afirmou que a edição anterior chegou a “a 24% de pessoas negras aprovadas no concurso”.

As provas do CPNU 2 ocorrerão em 228 municípios e contarão com novas medidas de segurança e duas questões discursivas para candidatos de nível superior. A distribuição das vagas foi baseada em mapeamento da força de trabalho dos órgãos federais: “A gente está fazendo isso de forma correta e responsável, garantindo o mais importante: uma boa prestação de serviço público à população”, afirmou.

O certame também inaugura duas novas carreiras transversais: Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico e Analista Técnico de Justiça e Defesa, com atuação em múltiplos órgãos da administração federal.

As inscrições seguem até o dia 20 de julho, com taxa única de R$ 70. Para a ministra, o objetivo do concurso é modernizar o serviço público com inclusão, diversidade e excelência: “O concurso é uma política pública para que a gente tenha um serviço público com a cara do Brasil”.

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