Brasil ocupa penúltima posição em ranking da OCDE sobre seleção de servidores

O Brasil ficou em penúltimo lugar em um índice da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que avalia os métodos de seleção de servidores públicos em 11 países da América Latina. Apenas o Paraguai apresentou resultado pior.

Em uma escala de 0 a 1, o Brasil pontuou 0,13, ficando atrás de países como Haiti, Guatemala e Honduras. O Uruguai e a Colômbia alcançaram 0,25 e 0,47, respectivamente. A média da América Latina é 0,27, ao passo que os países da OCDE registram média de 0,45. 

Nos países com melhor desempenho, os processos de seleção incluem, além de provas, entrevistas, análises de currículo e avaliações de habilidades comportamentais. É o caso dos Estados Unidos, Reino Unido e Suécia, onde também há verificação de referências profissionais.

No Brasil, os concursos públicos, que são a principal porta de entrada para cargos nos Três Poderes e em todos os entes federativos, são compostos em sua maioria por provas objetivas. Há exceções, como certames para juízes e professores universitários, que incluem etapas adicionais.

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), marcado para este ano, trará novidades em alguns blocos de carreira, como defesa de memorial e prova oral para parte dos cargos de pesquisador do Ministério da Saúde.

Outro desafio é o estágio probatório, que deveria avaliar o desempenho nos três primeiros anos de exercício. No entanto, esse mecanismo raramente resulta em reprovação: apenas 0,19% dos servidores federais que ingressaram entre 2014 e 2024 não foram aprovados nesse período.

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