Apoio de ministra à Reforma Administrativa acelera mobilização de entidades

Mesmo antes do fim do recesso parlamentar, o clima em torno da Reforma Administrativa já começou a esquentar. As falas recentes da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante sua participação na Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), serviram como estopim para reacender a mobilização das representações do funcionalismo público federal.

Durante o evento, a ministra defendeu a necessidade de reformar a administração pública para tornar o Estado mais eficiente, priorizando uma gestão mais colaborativa e investindo em inovação na área de recursos humanos. A interpretação dessas declarações como apoio à proposta em tramitação no Congresso gerou reação imediata de diversas entidades.

Em resposta, federações e fóruns que representam os servidores decidiram acelerar sua agenda de mobilizações. A estratégia inclui atos simbólicos em frente a ministérios, articulação política no Legislativo e ampliação da pressão sobre deputados e senadores.

Já nesta terça-feira (5), o Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) promoveu uma manifestação no aeroporto de Brasília, chamando atenção para os riscos do avanço da Reforma Administrativa, considerada prejudicial ao serviço público.

Além do protesto, o Fonasefe articula uma série de iniciativas ao longo de agosto, com o objetivo de garantir mais espaço nas discussões sobre o tema no Congresso. Segundo representantes ouvidos, as entidades alegam que não foram devidamente incluídas nas discussões do Grupo de Trabalho (GT) que debateu a proposta, afirmando que o setor privado teve mais influência nas decisões.

A movimentação ocorre justamente quando o Congresso se prepara para retomar os trabalhos, e a expectativa é de que o relatório final do GT da Reforma Administrativa volte ao centro dos debates. Para os servidores, este é o momento de intensificar a mobilização e reivindicar maior participação nas decisões que impactam diretamente o futuro do serviço público.

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