Previdência tem que se adequar a realidade do mercado brasileiro

Nesta quinta-feira (23), cinco mulheres foram escaladas pela Comissão Especial da Reforma da Previdência para discutir a questão da igualdade entre homens e mulheres na idade mínima de aposentadoria, aos 65 anos, prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016).  

O governo argumentou basicamente que as mulheres vivem oito anos a mais que os homens e que as desigualdades de gênero não devem ser compensadas por uma antecipação da aposentadoria. No entanto, vários deputados e outras convidadas da audiência afirmaram que como política social a Previdência deve estar adequada à realidade do mercado de trabalho brasileiro.

A assessora especial da Casa Civil, Marta Seillier, disse que a idade de 65 anos é a média atual de 34 países desenvolvidos. Desses países, 51% teriam a mesma idade para os dois gêneros. Seillier afirmou que condenar a reforma da Previdência sob o argumento da dupla jornada seria a constitucionalização do machismo.

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