Presidente do INSS explica processo de automatização de análise de pedidos

Na mesma entrevista ao portal Uol na qual o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, falou sobre a eventual realização de um novo concurso público para a autarquia e a convocação de novos aprovados do último certame, a pauta também girou em torno da automatização da análise de benefícios.

Segundo ele, a automatização não é incompatível com o trabalho dos servidores, mas que demandas mais complexas permanecerão com os funcionários do INSS: “Automatização e humanização não são incompatíveis e estamos estudando mudanças em parâmetros que garantam menos erros. Os requerimentos mais complexos, certamente, continuarão com nossos servidores, que se dedicarão a essa função mais complexa. Somente magistrados e servidores do INSS reconhecem direitos”, disse.

Stefanutto afirmou que a automação veio para ficar, mas que não se deve esquecer que “o que decidimos é a vida das pessoas, seu planejamento de vida para sua fase mais madura”. Em relação à rede de dados atualmente utilizada pelo INSS, o presidente afirmou que o processo está em fase final, com parceria junto à Telebras.

Ele também comentou sobre a parceria com a Dataprev: “A empresa já está retornando investimentos em infraestrutura, pessoal e tudo que uma empresa do porte e importância da Dataprev precisa. Ela foi objeto de cobiça para ser privatizada e, infelizmente, perdemos uma janela importante de tempo, mas com o presidente Rodrigo (Assumpção), já sentimos mudanças de ares, junto com eles tenho certeza de que iremos melhorar os serviços previdenciários”.

 

Previdência Social