Presidente da Febraban afirma que consignado para CLTs não terá juros abusivos

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, afirmou que os bancos têm interesse em oferecer o novo consignado para trabalhadores da iniciativa privada com créditos em linhas mais acessíveis.

Segundo ele, a medida vai reduzir a taxa de juros da modalidade e a inadimplência nos empréstimos pessoais. Atualmente, os juros do consignado privado estão em 2,92% ao mês, ou 41,23% ao ano.

“Há uma aposta que estamos fazendo, com bastante racionalidade econômica, de que, na medida em que haja uma centralização e uma padronização da gestão da consignação, caminhemos para patamares de juros menores. O quão menores vai depender da maturação e da consolidação da nova linha e da política de crédito de cada banco”, disse.

Ele argumenta que a taxado consignado privado tende a cair por conta da redução do custo operacional, que desobrigaria os bancos a firmarem convênios com empresas distintas, bem como o risco menor, uma vez que o ofertante analisará o perfil da empresa do trabalhador. Ao mesmo tempo, o trabalhador pode carregá0lo ao mudar de emprego ou usar o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) como garantia, em caso de demissão.

“Linhas de crédito caras só ampliam o risco e o custo de crédito, tudo que não precisamos para um ambiente e um mercado de crédito sadio. Juros altos não são um bom negócio para ninguém, nem para os clientes nem para os bancos, muito menos para a economia. Portanto, nós não temos nenhum interesse em fazer de um novo produto um caminho para a prática de juros abusivos”, completou Sidney.

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