EXCLUSIVO: Diretor do Sindsprev/RJ responde presidente do INSS e diz que greve continua

O diretor do Sindsprev/RJ, conselheiro do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) e membro do comando de greve dos servidores da categoria, Rolando Medeiros, enviou à Anasps o posicionamento da categoria a respeito das declarações do presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto, divulgado nesta terça-feira (22).

Para Rolando, a presidência do INSS minimiza o impacto da greve e a participação da categoria no movimento: “Dizer que um reajuste para 2025 e 2026 somente em cima da GDASS, não incidindo no vencimento básico e consequentemente na GAE, é atender a pauta dos servidores é um absurdo”.

“Nós queremos uma carreira forte, uma carreira segura. Obviamente que queremos, sim a carreira típica de estado, entendemos que é importante para o servidor, para a sua valorização, para o serviço e também para prestar um serviço de melhor qualidade aos segurados da previdência social”.

Rolando afirma ainda que o INSS e o Ministério da Previdência Social informaram não estarem autorizados a participar das negociações a respeito da greve. Ele ainda classificou o acordo de greve assinado com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) e posteriormente aderido pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) como “rebaixado”.

“Queremos o Comitê Gestor. Tem que regularizar, regulamentar, publicar e instalar e funcionar o Comitê Gestor, mas com o compromisso do que aquilo que vai ser aprovado será encaminhado pelo governo em Medida Provisória, Projeto de Lei no Congresso Nacional para se transformar em realidade. Não pode ser somente da boca para fora”.

O diretor fez um apelo a Stefanutto e ao Ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, para que reabram as negociações com os servidores: “Acreditamos que isso possa acontecer [acordo], mas para isso tem que ter vontade. A nossa vontade existe. Vamos discutir a reposição do serviço da greve de 2022 e 2024, nós queremos discutir a devolução do pagamento dos descontos que já ocorreram e que poderão vir a ocorrer, mas nós queremos que o Comitê Gestor se torne realidade, nós queremos a valorização do serviço, a carreira típica de Estado, sentar com o governo e negociar. Se isso não acontece, a greve continua”, concluiu.

A Anasps, como representante de mais de 50 mil servidores, em sua maioria ativos e aposentados do INSS, sempre se posicionou favoravelmente à greve. A associação ingressou na Justiça para impedir o corte do ponto dos servidores grevistas, se posicionou veementemente contra a Portaria n° 52, que estabeleceu critérios específicos para a compensação dos dias não trabalhados e fez doações de até R$ 1 mil para servidores que sofreram descontos por conta da paralisação.

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