Combate ao trabalho escravo sofre retrocesso

O relatório que trata do trabalho escravo, aprovado na semana passada pela Comissão de Direitos Humanos (CDH), aponta que o governo brasileiro promoveu “um retrocesso histórico” no combate ao trabalho escravo em 2017.

O relator, senador Paulo Rocha (PT-PA), avaliou as políticas públicas para a erradicação do trabalho escravo no país e destacou que o Poder Executivo “restringiu os meios para efetiva fiscalização” realizada pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM).

Ainda durante a comissão, o relator apresentou números que, segundo ele, indicam “o desmantelamento da política de combate ao trabalho escravo”. De janeiro a dezembro deste ano, o GEFM realizou 18 operações e resgatou 73 trabalhadores. De acordo com Paulo Rocha, “são os menores números da série histórica inaugurada em 2003”.

 

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