Anasps acompanha reabertura da mesa de negociação permanente com servidores federais

A manhã dessa terça-feira (7) começou movimentada. A Anasps, representada por sua vice-presidente de Administração Financeira, Elienai Ramos Coelho, acompanhou a reabertura da mesa de negociação permanente dos servidores públicos com o governo federal. A solenidade aconteceu no auditório do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos em Brasília-DF, com lotação máxima.

A pauta principal, mas não a única, foi a recomposição salarial, que os servidores aguardam há mais de sete anos e esperam que, com o atual governo, sejam ouvidos e remunerados como merecem.

A reunião contou com a participação da ministra da Gestão, Esther Dweck; do ministro do Trabalho, Rogério Marinho; do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi; e outras autoridades, além de representantes das seguintes entidades nacionais do funcionalismo público: Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate).

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ao proferir suas palavras, destacou que também é servidora pública da área da Educação e enfatizou que a medida adotada é a reabertura do diálogo de civilidade.

“Esse é um compromisso do governo Lula que a gente vai ter, dada a importância do servidor público. A reabertura da mesa é o compromisso com a democracia brasileira. A inovação do serviço público está em todos os servidores públicos. É o início de um diálogo”, destacou.

A líder da Pasta ressaltou, ainda, a importância que o servidor público tem para o país e para o atual governo.

“Esse governo jamais considerará o servidor um parasita. Os servidores são essenciais para que o Estado funcione da forma correta. Queremos manter um diálogo para melhorar a prestação de serviços”, pontuou.

Carlos Lupi, ministro da Previdência Social, parabenizou a iniciativa do governo atual em reabrir a mesa de negociação e destacou o fundamental papel que o serviço público tem para o desenvolvimento do país.

“O nosso papel não é só resgatar a imagem do serviço público e do servidor. Precisamos estar unidos para continuar a construção do país. Se não se respeitar o servidor, não há educação, aposentadoria, saúde. Não há serviço. Eu preciso do meu INSS resgatado. Preciso dos trabalhadores com afinco e salários melhores”, disse.

A mesa foi criada em 2003, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e fechada em 2016, no governo de Michel Temer (MDB). As entidades trabalhistas comemoraram essa retomada do diálogo com o servidor público.

A reabertura da mesa de negociação, para Rudnei Marques, representante da Fonacate, é um momento marcante e de muita alegria.

“Estamos acordando de um pesadelo de quatro anos. Nós vivemos o caos e esperamos que advenha a ordem”, enfatizou.

Marques complementou, ademais, que o retorno da mesa é uma grande conquista para o serviço público, que não mede esforços para um país melhor. “Hoje é um dia de festa. De festa da democracia. Estamos felizes por termos nos livrado de um governo que não concedeu um centavo de reajuste, que esvaziou áreas inteiras do serviço público. Não é só o retorno da mesa, é o retorno do diálogo da civilização no serviço público”, complementou.

Davi Lobão, representante da Sinasefe, enfatizou a importância da reabertura da mesa e destacou que essa é uma conquista que perdura por anos.

“Essa mesa é uma conquista de muitas lutas. Fomos atacados de todas as maneiras e sobrevivemos ao governo genocida, onde o serviço público teve o papel de herói. Enfrentamos um governo que colocou em nossos bolsos uma granada. Nos roubaram 600 bilhões de reais. Os nossos trabalhadores estão há sete anos com salários congelados. Precisamos já desse reajuste. Para o governo, a responsabilidade é muito grande”, disse.

Durante a cerimônia, a ministra Esther Dweck assinou uma exposição de motivos que acompanha a minuta do decreto que regulamenta o art. 92 da Lei 8.112/90, que trata da permanência de dirigentes com mandato classista na folha de pagamento do governo federal.

Previdência Social