Proposta é nociva e desumana, dizem juízes e promotores

Representantes de juízes federais e integrantes do Ministério Público ouvidos na Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) que analisa as contas da Previdência Social afirmam que a proposta de reforma da Previdência elaborada pelo governo Temer é desumana e indigna.

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Jayme de Oliveira Neto, entende que a reforma destrói os princípios sociais da Constituição e não é nociva somente a magistratura ou ao Ministério Público, mas a todos os brasileiros.

Já o presidente da Associação Nacional dos Procuradores e Advogados Públicos Federais (Anprev), Antonio Rodrigues, argumentou que a proposta não traz nenhum benefício aos contribuintes e ataca os três fundamentos da aposentadoria: a idade mínima que é aumentada; o tempo de contribuição, que é ampliado; e o valor do benefício que é diminuído.

O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Antônio José de Carvalho Araújo, ressaltou que o governo federal foca no déficit de R$ 151,9 bi de 2016, mas não leva em consideração os crimes diversos contra a Previdência que fazem com que o país deixe de arrecadar um montante muito alto.

As informações foram publicadas pelo Jornal do Senado.

 

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