Votação do Orçamento de 2025 pode ser adiada para abril

A votação do Orçamento Federal de 2025, inicialmente prevista para os dias 18 e 19 de março, pode ser adiada para abril devido à viagem dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao Japão, acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O retorno dos três deve ocorrer somente no fim do mês.

Além disso, o relator do Orçamento, senador Angelo Coronel (PSB-BA), ainda não apresentou o seu relatório, o que também contribui para o atraso.

O adiamento impacta diretamente o reajuste dos servidores públicos federais, que depende da sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA). Sem aprovação, o aumento não entrará na folha de abril, mas será pago retroativamente assim que o Orçamento for sancionado. Enquanto isso, o governo opera com o mecanismo do duodécimo, o que garante o funcionamento da máquina pública.

Diversas categorias do serviço público estão mobilizadas em Brasília para pressionar pela votação do PLOA. Além do reajuste, os servidores reivindicam a revisão e criação de carreiras. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou que a LOA precisa ser sancionada até 15 de abril para que os pagamentos sejam processados.

Há semanas, servidores realizam protestos nos aeroportos, no Congresso e no Palácio do Planalto. Algumas categorias, como docentes do Ensino Superior, ameaçam retomar a greve caso o acordo não seja cumprido. Os auditores da Receita Federal seguem mobilizados, impactando a campanha do Imposto de Renda de 2025.

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